Canção Nova ou a Velha Canção com uma “melodia” Nova?
Pela Bíblia somos exortados a examinar tudo quanto ouvimos ou lemos com respeito a tudo quanto esteja relacionado com questões espirituais e religiosas. Devemos pôr a julgamento todas as crenças e práticas religiosas e manifestações sobrenaturais.
(I João 4:1; I Tessalonicenses 5:18-21; I Coríntios 14:29).
Todo o exame exige um padrão e este é as Escrituras (Actos.17:11). Recomendação que me leva a produzir textos da natureza que segue.
“Canção Nova” (CN) é o nome de um canal televisivo que tem chegado aos lares portugueses via TV por cabo e satélite. Também, se pode encontrar na Rádio e na internet. A CN auto-define-se como sendo “uma Comunidade Católica brasileira que tem como objectivo principal ‘a evangelização através dos meios de comunicação’”. Fundada no Brasil no ano de 1978 por um clérigo católico, Monsenhor Jonas Abib, estabeleceu-se em Portugal em Agosto de 1998, estando a sua sede situada em Fátima.
Na programação da CN assiste-se de forma enfática à invocação do Espírito Santo para que seja derramado na vida dos fiéis e telespectadores. Nos vários programas e nas celebrações transmitidas ouve-se e motiva-se falar e orar em “línguas estranhas”, ora-se e testemunha-se de curas físicas, assiste-se à manifestação de “dons espirituais”, supostamente, como resultado da acção do Espírito Santo.
Nesses programas e celebrações e nas “missas” em muitos aspectos assemelham-se a cultos evangélicos de índole pentecostal ou carismático/neo-pentecostal. Os padres oficiantes e oradores apresentam-se diante do povo com uma postura e compostura que rompe com todo o figurino da liturgia e homilia tradicional católica, mais parecendo pregadores evangélicos, desprendidos de formalismo e ritualismo. A música e o cântico tomam lugar de maior relevância, com novos sons e musicalidades. Bandas e solistas de música ligeira e “pop” participam dos serviços cultuais. Por momentos, por vezes longos, parece ao espectador que conhece o culto evangélico-pentecostal, que está a assistir a um culto de uma igreja dessa confissão. Apanhando uma celebração a meio e sem saber e ter visto até ao fim o “culto”, fica-se convencido que se está diante de um programa e evento evangélico. Nalgumas pessoas a confusão instala-se e os incautos e mal-formados na Bíblia Sagrada e sem discernimento espiritual ficam convencidos que a CN é de Deus.
O que temos a dizer é que não é de Deus! Não é evangélico-pentecostal com nome de católico! É católico com roupagem evangélica- pentecostal.
A CN apresenta a mesma igreja católica com as suas mesmas doutrinas e práticas anti-bíblicas, acumuladas ao longo de séculos de existência, com uma nova forma, uma nova imagem e uma nova liturgia. São as mesmas doutrinas do Vaticano com uma nova “embalagem” – é um lobo vestido de cordeiro. É a mentira misturada com a verdade. E nada há mais pernicioso do que a mentira misturada com a verdade.
Imagens, crucifixos, objectos, símbolos e relíquias; reza do “Avé Maria”, do terço e de todas as ladainhas inventadas pela igreja romana; eucaristia com a sua doutrina blasfema do sacrifício real e cruento e repetitivo do corpo de Jesus, da transubstanciação e a adoração da hóstia; reconhecimento do papado e a afirmação da “igreja católica” como a única igreja de Cristo e a única onde reside a salvação; cultos aos santos e intercessão pelos mortos; colocar em pé de igualdade a Tradição e o Catecismo com a Bíblia e o reconhecimento dos livros apócrifos (não inspirados) como integrantes do cânon bíblico; missas celebradas a partir de santuários marianos, nomeadamente, Fátima, em Portugal, e Aparecida, no Brasil, etc.. estão presentes na CN.
A CN é um avivamento disfarçado do Marianismo, onde (pretensamente) Maria é o Centro e é glorificada nos cultos da renovação carismática. O marianismo nessa Comunidade religiosa chega ao ponto de afirmar que Maria é a esposa do Espírito Santo e é ela que baptiza com Espírito Santo e que ela se manifesta por meio dos dons espirituais, entre os quais a profecia.
A CN é a mesma “Velha Canção” da sempre mesma igreja católica, com uma “melodia” nova. E não basta empunhar a Biblia, lê-la publicamente e apresentar sermões e fazer estudos bíblicos. Isso não torna o movimento bíblico e, consequentemente, divinamente aprovado. Satanás também “pregou” para Jesus usando a Bíblia (Mateus 4:6 cf. Salmos 91:11-12) . Porém, fê-lo de forma descontextualizada, não fazendo caso, deliberadamente, de outros textos bíblicos (a referência em questão aplica-se a quedas involuntárias, o que não a situação). Isso faz a CN: apresenta sermões e pregações muito bonitas na base de textos bíblicos, porém, esquece textos fundamentais, aqueles que, exactamente, põem em causa a doutrina católica. Não percorre a Bíblia toda. Para além de misturar com as tradições dos homens e com os escritos deuterocanônicos (apócrifos), livros reconhecidamente não inspirados por Deus.


