Homofobia

Ao leitor,
Peço que leia com atenção e leia tudo. Não se precipite de imediato ao ler alguma coisa que, eventualmente, o desagrade. Vá até ao fim.
Os temas de ordem moral, pela sua natureza sensível, normalmente, suscitam discussões calorosas e posições extremistas, resultando em afirmações e atitudes não ponderadas e, frequentemente, ofensivas, gerando ódios e inimizades. É o que acontece com o tema da homossexualidade, crescentemente em pauta, com o assunto da legalização dos casamentos “gay” e “lésbicos” na agenda diária actual.
A Igreja católica já veio a público apresentar a sua posição em relação a esse assunto, que, no fundo é uma reafirmação daquilo que já se sabia.
O que Pensamos Nós a Respeito da Homossexualidade?
Todo o nosso pensamento é fundamentado na Bíblia Sagrada. Queremos aqui expor aquilo que a Bíblia Sagrada diz a respeito desta prática e deixar aquilo que entendo que deva ser a posição para com a homossexualidade e para com os homossexuais, não só dos evangélicos, mas de toda a nossa sociedade, que se denomina de cristã. Não há cristianismo sem Bíblia e não há sociedade que se confessa cristã se não estiver assente nos valores, princípios e regulamentos bíblicos.
Serve este artigo para apresentar essa posição mostrando que a homossexualidade é uma prática, que segundo Deus, é pecaminosa. Farei referência a outros factos demonstrando que se trata de um comportamento desviante. Porém, com este artigo não pretendo ficar pela condenação da Lei Divina para com a homossexualidade mas, também, apresentar às pessoas que têm essa “orientação” a Boa Notícia de que esse comportamento pode ser corrigido pelo amor, pela graça e pelo poder libertador de Deus.
O que diz a Bíblia a Respeito da Homossexualidade
Vejamos o que a Bíblia, a eterna, imutável e infalível Palavra de Deus, diz a respeito da homossexualidade. Também, vamos observar o que diz relativamente ao homossexual e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
- A homossexualidade é uma perversão moral, a par de outras perversões morais (I Coríntios 6:10);
- É resultado do distanciamento consciente de Deus e rebelião contra Ele (Romanos 1:18-32);
- É uma prática sexual ilegítima, proibida por Deus em Sua lei sendo abominável aos Seus olhos (Levítico18:22);
- Deus eliminou duas cidades, Sodoma e Gomorra, por causa dessa prática (Génesis 13:13; 18:20; 19:4-5, 24-25). As expressões “sodomia” e “sodomita” para designar a homossexualidade e o homossexual, respectivamente, têm a sua origem, exactamente, no nome da cidade de Sodoma, pelo facto de ter sido uma cidade onde a prática da homossexualidade era marcante e generalizada;
- É contrário à natureza (Romanos 1:26-27) porque em termos anatómicos e orgânicos os homossexuais não realizam qualquer acto sexual. Numa relação entre pessoas do mesmo sexo não existe actividade sexual, propriamente dita;
- Não possibilita um dos desígnios divinos para a sexualidade que é a procriação e a continuidade da espécie (Génesis 1:27-28);
- O culto, a oferta do homossexual não são aceites por Deus (Deuteronómio 23:17-18);
- O homossexual está excluído do Reino de Deus (I Coríntios 6:9-10);
- Considerado “abominável” por Deus, o homossexual está destinado à condenação eterna no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 21:8);
- O casamento homossexual não segue o modelo e a ordenança divina original e permanente, que é, precisa e exclusivamente, a heterossexualidade (Génesis 2:18 e 20-25; Mateus 19:4-6; I Coríntios 7:1-2);
- A pessoa temente a Deus constitui uma família a partir de um casamento com outra do sexo oposto (Salmos128:1-6);
- O casamento é um reflexo da relação Jesus e Igreja (Efésios 5:22-33), em que Jesus é o “marido” (II Coríntios 11:2) e a Igreja é a “esposa” (João 3:29; Apocalipse19:7-8; 21:9; 22:12 e 17). Pelo que, o casamento correcto e santo é o que estabelece uma relação heterossexual.
- O 5º. Mandamento da Lei Divina Fundamental, que estabelece a obrigação dos filhos respeitarem os pais com honra, não prevê a homossexualidade. Na verdade os pares homossexuais não têm filhos comuns. Quanto muito, no caso de não ser por adopção, os filhos terão a participação de um só elemento do par: num par de mulheres, o óvulo de uma delas; num par de homens, o espermatozóide de um deles. Há sempre um elemento do par que é bastardo para o filho. E em nenhum dos casos os filhos são gerados de forma natural. Nelas por inseminação artificial, neles recorrendo a uma “mãe de aluguer”. Também, em nenhum dos casos os filhos resultam de uma relação sexual amorosa e afectiva;
- Os filhos de homossexuais são criados de forma desequilibrada a nível psicológico e social porque crescem sem a figura do pai ou sem a figura da mãe. O filho do homossexual ou, nunca pronunciará a palavra “papa” ou “paizinho”, ou, nunca pronunciará a palavra “mamã” ou “mãezinha”. Os elementos dos pares homossexuais distinguem-se por “activo” e por “passivo”. O “activo” interpreta o papel do homem, e o “passivo” o da mulher, em relação aos casais heterossexuais.
David e Jónatas
Defensores do homossexualismo, recorrem à Bíblia para procurar transmitir a ideia de que Deus aprova essa filosofia de vida. Para o efeito, mencionam David e Jónatas acerca dos quais a Bíblia regista que o amor que havia entre eles era mais maravilhoso do que o amor das mulheres (II Samuel. 1:26).
A Bíblia pode servir para dizer e aprovar tudo e qualquer coisa quando usada de forma distorcida, usando textos isolados dos contextos imediato e geral. Essa é uma táctica diabólica. Quando Jesus foi tentado no deserto, o diabo, para O fazer cair, também recorreu à Bíblia (Mateus 4:6 / Salmos 91:11). Era verdade que estava escrito mas essa citação bíblica não estava a considerar o restante da Bíblia. Jesus mostrou o logro do inimigo ao responder-lhe que também estava escrito algo que mostrava o erro e o despropósito da referida citação (Mateus 4:7 / Deuteronómio 6:16).
Depois de vermos, através da Bíblia, que a homossexualidade é uma prática repugnante ao próprio Deus, é possível acreditar que David e Jónatas, homens fiéis a Deus e que com Deus estavam, mantinham uma relação homossexual entre si? Honestamente, não!
Ora David e Jónatas eram ambos casados, cada um com a suas próprias esposas e de quem tiveram filhos. David e Jónatas mantinham uma amizade e cumplicidade incomum, ao ponto de estarem dispostos de darem a vida um pelo outro.
O problema é que para uma sociedade crescentemente hedonista (focalizada no prazer) e sexista, amar alguém profundamente significa, sempre, a existência de uma relação sexual. Mas isto é um conceito errado de amor.


