Homossexualidade


Porque se é homossexual?
Até há alguns anos atrás dizia-se que a homossexualidade resultava de um problema hormonal. Dizia-se, também, que era uma doença. Se fosse isso, então o homossexual poderia ver o seu problema resolvido, sujeitando-se a um tratamento hormonal ou a um tratamento clínico para ser curado da sua enfermidade!

Numa conversa com um senhor com a idade a rondar os 50 anos, ele dizia que era homossexual, não porque que queria, mas porque tinha um problema hormonal (era a sua ideia; nada cientificamente provado). Eu respondi-lhe que Jesus tinha poder para mudar as hormonas… porque Jesus tudo pode! Só não pode fazer nada na vida da pessoa que não quer.

Actualmente, apontam-se outras causas para a homossexualidade. Recentemente, ouvi num programa radiofónico, numa estação nacional, a intervenção de dois responsáveis de associações de homossexuais. Um, querendo responder a um ouvinte que havia dito que a homossexualidade era uma opção, disse-lhe que a homossexualidade é uma orientação sexual  à qual estão natural e instintivamente (fatalmente) presos.

Outro, dizia que a homossexualidade descobre-se quando as “inclinações homossexuais residentes” são despertadas por certos estímulos vindos do exterior. Assim, havia acontecido com ele quando tinha 13 anos de idade.

Estes argumentos acabarão por ser uma justificativa para toda e qualquer prática sexual errada. Os promíscuos, polígamos, bissexuais, adúlteros, pedófilos, zoófilos (prática sexual com animais), etc., dirão que têm esses comportamentos sexuais porque nasceram com essas orientações sexuais ou, que foram despertados por estímulos exteriores. Mais, a questão de se ser “naturalmente” e “instintivamente” orientado ou que se é despertado para isto ou aquilo por “estímulos exteriores”, pode dar cobertura para todos os comportamentos errados e pecaminosos. Ladrões (cleptomania), fraudulentos, homicidas, assassinos, violadores, etc., todos estão desculpados porque “nasceram com uma orientação” ou “foram despertados por estímulos exteriores” para fazerem essas coisas…
Aceitar essa argumentação coloca-nos na presença de uma ética relativista. Uma ética sem um padrão único e universal. Pecado, certo ou errado, bem ou mal, depende do critério pessoal. Pelo que, nada pode ser julgado e condenado.

Deus e a pessoa homossexual
Temos que separar homossexualidade da pessoa homossexual. Não podemos aceitar a homossexualidade, porque Deus a reprova veementemente. Relativamente à pessoa homossexual, temos que respeitá-la e à sua opção, ainda que condenável segundo a Bíblia. Assim, como se lida normalmente com outras pessoas que têm práticas e comportamentos desviantes, do mesmo modo devemos lidar com os que praticam a homossexualidade.

Deus ama a pessoa que prática o pecado da homossexualidade e deseja perdoá-la, libertá-la e fazê-la viver em novidade de vida e em conformidade com a Sua lei. A homossexualidade existe desde os primórdios da humanidade e nas sociedades na época do início da igreja havia pessoas que possuíam este comportamento. Muitas dessas pessoas convertiam-se ao evangelho, e, com a sua vida transformada, integravam as igrejas locais. O Apóstolo Paulo dá-nos a saber que, por exemplo, a igreja de Corinto, tinha no seu seio membros que haviam sido efeminados e sodomitas. Como convertidos, eles eram lavados (da sujidade da impureza moral), santificados (abandonaram a vida de pecado para viverem para Deus) e justificados (libertos da culpa de pecado e absolvidos da condenação) por Jesus Cristo e pelo poder do Espírito Santo (I Coríntios 6:10-11).

Como qualquer pecador (não há homem que não peque, I Reis 8:46), Deus oferece perdão total e absoluto. Jesus veio a este mundo como oferta sacrificial em prol de toda a humanidade, a fim de proporcionar perdão, salvação e vida eterna (João 3:16). Ele também veio oferecer libertação dos fardos que oprimem e escravizam o homem (Mateus 11:20-30).

Ser um novo homem (uma nova pessoa), livre do domínio das práticas pecaminosas é possível por meio do arrependimento, confissão a Jesus, vida cheia do Espírito Santo e da Palavra de Deus.

Não se devem admitir maus-tratos, marginalização e discriminação para com as pessoas que têm um pensamento e um comportamento moral diferentes, desde que estejam dentro dos limites da lei e da ordem e não prejudiquem o próximo. Também, não se deve admitir a medieval e inquisitória “caça às bruxas” para com aqueles que defendem ou escolheram a homossexualidade como estilo de vida.

Pessoalmente, prefiro estabelecer uma relação amistosa que permita pontes para ajudar e proclamar o amor de Deus a essas pessoas. Quero ter a atitude que Jesus mostrou diante da mulher adúltera: “Também eu não te condeno. Vai e não peques mais” (João 8:11). Quero poder dizer aos pecadores, àqueles que se inclinam diante de Jesus, que os seus muitos pecados, Ele os tem perdoado, (Lucas 7:44-50).

Casamento Legal de Homossexuais
Obviamente, que depois do exposto não podemos concordar com o casamento homossexual. Invocar direitos iguais não serve. As leis humanas não podem estar acima da Lei Divina que é imutável e permanece para sempre (Actos 5:29; 4:19; I Pedro 1:23-25). Não se pode concordar com o que não é digno de concórdia. A minha “orientação ética”, naturalmente e instintivamente obriga-me a posicionar frontalmente contra o casamento homossexual. Os “estímulos” que recebo de Deus e da Sua Palavra, a Bíblia, que soberanamente amo e respeito, e uma consciência lavada pelo sangue de Cristo e submissa voluntária e alegremente ao Espírito Santo, não me permitem ter outra posição que não esta.

No âmbito da minha actividade como Pastor evangélico, lido com muita gente que apresenta os mais variados estilos de vida e na nossa igreja atendemos e encaminhamos toxicodependentes para programas de reabilitação e assistimos reclusos, homens criminosos… Não aceitamos o consumo de drogas e as formas de obterem o dinheiro para o consumo (roubo, assaltos, prostituição, etc.); não aceitamos os crimes que os reclusos cometeram. Dizemos-lhes frontalmente. Contudo, amor e compaixão e toda a ajuda recebem de nossa parte a fim de que sejam libertos e transformados, se assim o desejarem. Recebem a minha saudação e sou capaz de os abraçar como um gesto do amor que Deus tem por eles.

A mesma postura tomo para com os homossexuais. Todavia, nunca me verão do seu lado para apoiar a sua prática homossexual e o seu desejo de ver a sua relação selada por um casamento legal.