O Que é o Natal?

O Natal é (deve ser) um tempo de acções graças e de exaltação a Deus – Glória a Deus nas alturas, proclamaram as criaturas angelicais - o Qual, pelo Seu amor e graça, estende, na Pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, os braços bem abertos, receptivos, a todos os homens e mulheres, afim de receberem o maravilhoso e tão necessário presente da salvação e da vida eterna.
O Natal é (deve ser) um tempo de grande alegria. A alegria do Natal, a verdadeira e completa alegria, está nas “Novas de Grande de Alegria que são para todos nós”, que consistem no facto de ter nascido em nosso favor, o Salvador, a verdadeira Luz que alumia a todos os homens, a Solução para os nossos pecados e ofensas para com e perante o Criador e Sustentador da nossa existência.
O Natal é (deve ser) uma época de Festa jubilosa. Os anjos bradaram de regozijo e entoaram glórias a Deus, porque nascera o Prometido, Senhor e Salvador; os pastores saíram da estrebaria irrompendo em alegres louvores e falando da Sua grandeza; os sábios do oriente fizeram-Lhe ofertas e, rendidos, adoraram-No como o Rei dos reis e o Senhor dos senhores que é. Natal foi uma Festa jubilosa porque focalizaram a sua atenção na Pessoa de Jesus, com tudo o que de necessário e bom nos trouxe. A sua grande alegria estava no facto de centrarem a sua atenção sómente Nele, não noutras pessoas, até, integrantes do evento do Seu nascimento, nem nos adereços do lugar onde nasceu. Neste Natal faça de Jesus o Centro, a razão e o propósito da sua festividade. No Natal, já neste próximo, faça de Jesus o Protagonista Central dessa Festa. Não deixe que outras personagens e figuras, símbolos e adereços desviem a sua atenção Daquele que merece toda e exclusiva atenção, Jesus Cristo, a própria Causa do Natal. Fazendo assim gozará de grande alegria e a sua festa natalícia será de júbilo.
O Natal é (deve ser) Paz. “Paz na terra” anunciaram os anjos na noite da Natividade. Quantas famílias se reúnem mas sem estarem em união: laços quebrados, discórdia e inimizade, deslealdade e traição presentes, mágoa e amargura entre membros, ausência de genuíno amor conjugal e ou familiar. Se o Natal for o Natal de Jesus, celebração ao sempiterno Príncipe da Paz nascido em Belém mas, também, nascido nas vidas, nos espíritos humanos, a quietude no interior far-se-á presente na vida de cada um afectando, positivamente, os relacionamentos, inclusive os familiares. Não se trata da paz efémera, insegura e, quantas vezes hipócrita, lavrada pelas canetas dos políticos. Trata-se da paz duradoura quanto é Jesus, firmada nos corações receptivos a Ele.
O Natal é (deve ser) satisfação. Em Belém desceu o “Pão do Céu” que quem Dele comer não terá mais fome. Na cidade de David nasceu o “Pão da Vida”, que alimenta e sacia verdadeiramente as almas. Em grande parte dos casos a mesa farta da consoada está rodeada de corações famintos de paz completa, de felicidade autêntica, de amor justo e fiel, de sentido, propósito e horizonte sorridente para a vida e de esperança certa. É bom termos a família reunida à volta de uma mesa cheia de boa comida e de doçuras. Mas não se compara se a isso se juntar a presença de Jesus. Com Jesus presente nas nossas vidas usufruímos da verdadeira consoada. Ele mesmo diz: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo. (Da Bíblia, Apocalipse 3:20). Abra a porta a Jesus, a porta do seu coração e a porta do seu lar e verá que, se fizer isso, já hoje, que a noite de consoada que se aproxima será uma verdadeira consoada, uma verdadeira festa com a família.
No Natal crie no seu lar um ambiente natalício, reuna-se com a família na “noite de consoada”, troque presentes, mas não se esqueça de Jesus. Faça Dele a Presença por excelência naquela noite e no próprio dia convencionado para a celebração do Seu nascimento. Juntos tenham uma palavra de acção de graças a Deus, em oração (orar é falar com Deus livre e espontaneamente, como um filho fala com o seu pai); pegue numa Bíblia e leia um texto bíblico relativo àquele Evento, por exemplo, Evangelho segundo S. Lucas, capítulo 2, versículos 8 a 20. Você verá diferença. Será um novo Natal. Será o Verdadeiro Natal!


