Salmo 1

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de água, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.”

Assim são as palavras de Deus, simples, directas e sempre incisivas. O salmista descreve a diferença que há entre duas pessoas, uma que segue a sua vida em função de valores como alicerces, que muito embora possam trazer confronto, são a sua grande riqueza. Por esses valores sente prazer e ambiciona ser cada vez mais um reflexo dos mesmos.

No entanto, há aquela outra pessoa que sente gozo nos prazeres deste mundo, segue irresponsavelmente o seu percurso, julgando-se inteligente, entendido, melhor que aquela “ovelha”… Mas a grande diferença jaz, não no tempo presente, mas sim no momento final, em que tudo o que é de verdadeiro valor terá a sua justa retribuição.

Sigamos o percurso traçado por Deus, não temendo, mas antes fugindo daquele que não tem noção para onde vai! É frequente constatar que todo aquele que tem a consciência limpa nada teme mas quem recorre ao engano tem sempre medo de ser apanhado e é sempre o que mais critica a justiça.

Portanto a conclusão a tirar é a seguinte: se queremos ver o bem, então amemos o que é justo, pois constataremos que no fim repousaremos em Deus.